sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
Acabem com o sofrimento deste homem
quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
Eu adoro Álvaro de Campos
Ora porra!
Então a imprensa portuguesa é
que é a imprensa portuguesa?
Então é esta merda que temos
que beber com os olhos?
Filhos da puta! Não, que nem
há puta que os parisse.
Álvaro de Campos
Eu sei que isto anda tudo muito animado com a a selecção...
terça-feira, 17 de Novembro de 2009
Realidades (muito) diferentes
(carregar na imagem para aumentar)domingo, 15 de Novembro de 2009
Para mandar
Vamos saltar a parte de quem eu sou. Sou uma aluna e isso deve chegar até porque o que lhe quero dizer não implica o conhecimento do meu nome ou mesmo idade.
O seu nome era o mais esperado para ocupar a pasta da educação. Quando digo o mais esperado refiro-me obviamente ao facto que desde que o executivo se começou a preocupar com a reeleição que se sabia que a sua antecessora seria amavelmente convidada a ir-se embora. Quanto a si começou mal. Negou ter sido convidada três vezes (onde é que eu já ouvi isto?), quando já era muito provável que tivesse sido contactada para o efeito.
Mas à parte deste pequeno incidente, eu acredito sinceramente em si. Deve ser difícil fazer pior do que foi feito até agora; e é por isso que, na minha qualidade de aluna, lhe queria dar as boas vindas e também dar-lhe algumas sugestões que eu penso que podem ajudar.
É verdade que o Governo tem maioria relativa o que quer dizer que o diálogo vai ter que efectivamente fazer parte das políticas, algo que, como sabemos, esteve em falta até agora. É também urgente que se resolva o problema da avaliação dos professores e do ECD. E pode começar a considerar, embalada pela minha afirmação anterior, a considerar propostas de outros partidos. Também o estatuto do aluno, que apesar de ter sofrido alterações continua a ser um motor de promoção de injustiças em especial o malfadado regime de faltas.
Tudo isto são, contudo, matérias específicas e nesta carta não pretendo de maneira nenhuma ensinar-lhe a fazer o seu trabalho, que fará, com certeza, melhor do que eu faria, caso estivesse no seu lugar. Pretendo apenas pedir-lhe que compreenda que a exigência, a disciplina, o rigor não fazem mal a ninguém, muito pelo contrário. É necessário, ou melhor, é urgente a existência de um ensino que puxe pelos alunos e não que, pelo contrário, facilite a tarefa. A escola não é para ser fácil. A escola não pode ser fácil. E na educação, a escola e os alunos tem que estar em primeiro lugar. Acima mesmo da estatísticas que somos obrigados a mandar para a União Europeia. Interessa também, em relação aos alunos, que, em vez de os encherem com disciplinas que não interessam a ninguém, lhes dêem tempo para eles aprenderem a estudar ou pelo menos que tenham oportunidade de ter mais acompanhamento. O facto de haver mais escola não significa que a escola é melhor. Normalmente, pelo o que tenho vindo a perceber, significa exactamente o contrário. A escola não é um depósito de crianças.
A educação nos últimos anos em Portugal faz-me constantemente lembrar uma cena de uma das melhores séries de sempre, o “Sim, Senhor Ministro”. Há uma vez em que o Primeiro-Ministro da Grã-Bretanha pergunta à sua conselheira política: “O que é que eu posso fazer quanto à educação?” E diz a conselheira: “Fazer ou parecer que faz?”. E ele responde prontamente: “Parecer que faço. Não posso fazer, obviamente”. Só que aquilo era só mesmo uma série de humor. O que se passa em Portugal é a realidade. Por isso, senhora ministra, tente evitar que a educação se transforme numa anedota.
Cumprimentos,
Daniela Major
sexta-feira, 13 de Novembro de 2009
quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
Se eu fosse uma pessoa de intrigas
quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
terça-feira, 10 de Novembro de 2009
O Estado da Justiça
Face Oculta: Supremo diz que escutas a Sócrates são nulas
Este caso, com Sócrates ou sem Sócrates, é só mais um belo exemplo de como o Poder Político interefere na Justiça em Portugal. A separação dos poderes, evidentemente, não chegou aqui. E para evitar as más interpretações digo muito claramente: Em Portugal nunca ninguém que tenha ocupado um alto cargo seja na àrea financeira ou política, é condenado por um crime que tenha cometido. Nem que tenha assasssinado a mãe à facada com 5 testemunhas e uma gravação em vídeo.
segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
20 anos
Actualização: Estado da Justiça
E hoje, a rapariga que matou o namorado quando lhe atirou ácido súlfurico para a cara, foi libertada, apesar da compreensível indignação da família do rapaz. Quando saiu do Tribunal, estava a sorrir.
sábado, 7 de Novembro de 2009
Um bordel
O comportamento que teve, hoje, José Sócrates em pleno Parlamento foi mais que suficiente para uma repreensão veemente por parte do Presidente da Assembleia da República ou mesmo para uma demissão. Infelizmente, em Portugal, o Parlamento é um bordel em que as meninas se limitam a trocar mimos mais ou menos atrevidos, sem qualquer tipo de consequência.
Do Aparelho de Estado - Tiago M. Ramalho.sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
Prioridades
quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
Hoje vou-me deitar assim
É que adoro, mas adoro, o Javert. Isto não pode ser normal. Os bonzinhos são uns bananas.
(Sim, irrita-me que ele aqui seja um bocado religioso, quando no livro não é, mas o Quast compensa essa falha)
Isto anda mau
quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
A Democracia é quando um homem quiser
A conclusão que eu tiro daqui, evidentemente, é que a Democracia só funciona quando dá jeito.
terça-feira, 3 de Novembro de 2009
Educação sexual take 2
sábado, 31 de Outubro de 2009
Today is More day - At least he´ll be smiling
Excelente artigo da Melanie Mc.Donagh sobre o Wolf Hall. Precisamente o que penso sobre o livro. Especialmente a conclusão: "None of this needs matter to the Man Booker judges. But it would be genuinely sad if our view of Thomas More, one of the really great men of English history, were to be distorted by the caricature in Wolf Hall. It's a novel, remember?"
Why the Tudors is hilarious historical bunk
Um artigo do Daily Telegraph, já antigo, do John Guy, um dos meus historiadores preferidos, sobre a série os Tudors. Também a conclusão é fantástica:
"(...) a fiction loosely based on fact(...)If you can accept that, then watch and enjoy, for that’s what the real-life characters would have done. Thomas More, who always loved a comic turn, will be spinning in his grave if he’s watching this new series. But at least he’ll be smiling."
Mas isto sou só eu
sexta-feira, 30 de Outubro de 2009
Não devia, mas ri-me com "he has a black friend"
10 things that won’t happen while I am away
(...)
5. Nick Griffin sends out a press release stating that he will never appear again on Question Time because he is worried that he might say something that could “hurt other people’s feelings”. He also announces that he has a black friend.
Desabafos
Nunca na vida me consideraria "intelectual", muito menos aos 16 anos. E sinceramente, não é algo que espere vir a considerar-me. Eu esforço-me por ler de tudo, ver de tudo, e ouvir quase tudo. Não tenho problemas nenhuns em ter na mesa de cabeceira Proust, Gore Vidal, Evelyn Waugh, ou Anthony Trollope, e ao mesmo tempo, ter o Harry Potter, Dan Brown e aquilo a que hoje em dia chamamos literatura light. É um facto que o meu livro preferido é um do Garcia Marquez e não o "Diabo veste prada", mas isso não quer dizer que eu não o tenha lido; nem que seja para dizer que não gostei. E também é um facto que quando saíram os últimos três livros do Harry Potter eu estive na livraria à meia noite. Atenção: não estou a dizer que não suporto pessoas que não gostam de determinado tipo de livro, ou filme ou música. Se eu não gosto de rap não ouço, ou senão gosto de ficção cientifica não vou ler livros sobre isso. Mas rejeitar algo à partida porque não parece intelectual, ou inteligente ou erudito, é algo que me irrita. E irrita-me ainda mais a superioridade com que essas pessoas olham para os restantes. Já avisei quem de direito: se algum dia me tornar assim têm autorização para me dar um estalo.
quarta-feira, 28 de Outubro de 2009
terça-feira, 27 de Outubro de 2009
O melhor exemplo
Os homens da luta
segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
domingo, 25 de Outubro de 2009
A questão do British National Party
O problema em Inglaterra, é que as comunidades estrangeiras aparentam ter um poder e uma influencia enorme e isso acaba por colocar em segundo plano aquilo que eles chamam os "british values". O "multicultarismo" e o "politicamente correcto" acabam por condicionar e condenar aquelas pessoas que defendem que as leis de imigração deviam ser mais rígidas.
A BNP ataca sobretudo os "não brancos" e pelo o que se percebe pelos comentários do Times, os muçulmanos são os que estão subentendidos, até pela questão religiosa. O comentário que tinha centenas de recomendações dizia que "a Inglaterra vai ser um Estado islâmico daqui a 50 anos".
A Inglaterra não foge à regra, e a regra é que quando há crise, há sempre uma viragem para os extremos. Com o desemprego e com os milhões de emigrantes que o Reino Unido alberga não é de estranhar que haja muita gente a dizer que "Mr. Griffin does have a point", tal como não será de estranhar se a BPN consiga ter um ou dois deputados nas próximas eleições.
Para piorar a situação, Nick Griffin foi ao question time na BBC e foi tratado mal e porcamente, tanto pela própria BBC como pelo público, o que funcionou, para o público em geral, como mais uma razão para apoiar a BPN. Ora, se estão numa Democracia todos têm Direito a expressar a sua opinião. Será talvez aqui a maior diferença com Portugal. Ele pode ser um idiota mas todos os idiotas tem direito a expressar as suas opiniões. Cá proíbimos partidos e ideologias. É assim.
(Apesar disto, continuo a achar que o N. Griffin é um oportunista que quer ter os seus cinco minutos de fama. Ás vezes aparecem uns assim. E não, não acredito que os britânicos, tendo em conta a sua mentalidade apoiem este senhor. No máximo elege um ou dois deputados. Nunca passará disso)




