sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Acabem com o sofrimento deste homem

Mas por amor de Deus, será que não há nenhuma alminha que se lembre de dizer ao Noronha Nascimento para tirar os pêlos das orelhas?

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Eu adoro Álvaro de Campos

Ora porra!

Então a imprensa portuguesa é

que é a imprensa portuguesa?

Então é esta merda que temos

que beber com os olhos?

Filhos da puta! Não, que nem

há puta que os parisse.

Álvaro de Campos

Eu sei que isto anda tudo muito animado com a a selecção...


...mas alguém viu a pouca vergonha que aconteceu à Irlanda? Claro que o idiota do Platini não vai fazer nada mas isto é demais.

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Agora vão-me dizer que não é da vacina

Morreu mais um feto de 34 semanas numa grávida recém vacinada.

Realidades (muito) diferentes

(carregar na imagem para aumentar)

Apesar de eu saber que esta realidade retratada no artigo não corresponde em alguns casos à verdade, ou seja, há escolas em Inglaterra, as nossas públicas, (deles, comprehensive), que enfrentam graves problemas, especialmente ao nível do Bullying e nos grandes centros urbanos dá-se o mesmo problema que se dá em França: o confronto entre minorias e maneiras de pensar distintas que numa sala de aula se põem constantemente em oposição, eu sei também que há escolas em que efectivamente acontece o que nos é dito no artigo. Tudo isto são pormenores face à maior questão: a ideia de que em dois países europeus, ocidentais, que encaram desafios semelhantes, se está a criar dois tipos muito diferente de cidadãos.

domingo, 15 de Novembro de 2009

Para mandar

Cara Isabel Alçada

Vamos saltar a parte de quem eu sou. Sou uma aluna e isso deve chegar até porque o que lhe quero dizer não implica o conhecimento do meu nome ou mesmo idade.

O seu nome era o mais esperado para ocupar a pasta da educação. Quando digo o mais esperado refiro-me obviamente ao facto que desde que o executivo se começou a preocupar com a reeleição que se sabia que a sua antecessora seria amavelmente convidada a ir-se embora. Quanto a si começou mal. Negou ter sido convidada três vezes (onde é que eu já ouvi isto?), quando já era muito provável que tivesse sido contactada para o efeito.

Mas à parte deste pequeno incidente, eu acredito sinceramente em si. Deve ser difícil fazer pior do que foi feito até agora; e é por isso que, na minha qualidade de aluna, lhe queria dar as boas vindas e também dar-lhe algumas sugestões que eu penso que podem ajudar.

É verdade que o Governo tem maioria relativa o que quer dizer que o diálogo vai ter que efectivamente fazer parte das políticas, algo que, como sabemos, esteve em falta até agora. É também urgente que se resolva o problema da avaliação dos professores e do ECD. E pode começar a considerar, embalada pela minha afirmação anterior, a considerar propostas de outros partidos. Também o estatuto do aluno, que apesar de ter sofrido alterações continua a ser um motor de promoção de injustiças em especial o malfadado regime de faltas.

Tudo isto são, contudo, matérias específicas e nesta carta não pretendo de maneira nenhuma ensinar-lhe a fazer o seu trabalho, que fará, com certeza, melhor do que eu faria, caso estivesse no seu lugar. Pretendo apenas pedir-lhe que compreenda que a exigência, a disciplina, o rigor não fazem mal a ninguém, muito pelo contrário. É necessário, ou melhor, é urgente a existência de um ensino que puxe pelos alunos e não que, pelo contrário, facilite a tarefa. A escola não é para ser fácil. A escola não pode ser fácil. E na educação, a escola e os alunos tem que estar em primeiro lugar. Acima mesmo da estatísticas que somos obrigados a mandar para a União Europeia. Interessa também, em relação aos alunos, que, em vez de os encherem com disciplinas que não interessam a ninguém, lhes dêem tempo para eles aprenderem a estudar ou pelo menos que tenham oportunidade de ter mais acompanhamento. O facto de haver mais escola não significa que a escola é melhor. Normalmente, pelo o que tenho vindo a perceber, significa exactamente o contrário. A escola não é um depósito de crianças.

A educação nos últimos anos em Portugal faz-me constantemente lembrar uma cena de uma das melhores séries de sempre, o “Sim, Senhor Ministro”. Há uma vez em que o Primeiro-Ministro da Grã-Bretanha pergunta à sua conselheira política: “O que é que eu posso fazer quanto à educação?” E diz a conselheira: “Fazer ou parecer que faz?”. E ele responde prontamente: “Parecer que faço. Não posso fazer, obviamente”. Só que aquilo era só mesmo uma série de humor. O que se passa em Portugal é a realidade. Por isso, senhora ministra, tente evitar que a educação se transforme numa anedota.


Cumprimentos,

Daniela Major

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Toda a diferença

Passámos de "desconhecimento" para "não conhecia oficialmente".

Eu quero ver este filme, e já

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Se eu fosse uma pessoa de intrigas

Se eu fosse uma pessoa de intrigas, que não sou, até podia fazer este comentário: isto quando se é primeiro ministro consegue-se tudo. Até se consegue que haja escutas anuladas. Mas eu não essa pessoa. Se eu fosse de intrigas podia também imaginar o que aconteceria se José Sócrates fosse do PSD. Não, nem vale a pena, aqui nem tenho que me esforçar muito. Teríamos a malta do costume a exigir a demissão. Sócrates acabou de ser eleito. Um facto, interessante, tipo deja , que deixa a pergunta mas porque raio é que isto só se soube depois das eleições. Mas isto, eu só diria se fosse mal intencionada. Outra pergunta que eu também podia colocar é, porque razão José Sócrates disse, em Junho, que nada sabia sobre a venda da TVI à PT, mas as escutas, aparentemente, dizem-nos que afinal, se calhar, ele até sabia.

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Gostar dos maus

Au revoir, Shoshanna! - Hans Landa

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

O Estado da Justiça

Face Oculta: Supremo diz que escutas a Sócrates são nulas

Os dados divulgados pelo gabinete de imprensa da Procuradoria Geral da República desmentem as informações em como Pinto Monteiro estava na posse de certidões enviadas pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Aveiro, há quatro meses, sem lhes dar destino

De acordo com o noticiado, José Sócrates e Armando Vara teriam conversado sobre negócios da área da comunicação social, nomeadamente a venda da TVI por parte da Prisa. Noronha de Nascimento recebeu logo em Julho a primeira certidão enviada pelo procurador-geral da República referentes às conversas escutadas entre Armando Vara e José Sócrates.

Este caso, com Sócrates ou sem Sócrates, é só mais um belo exemplo de como o Poder Político interefere na Justiça em Portugal. A separação dos poderes, evidentemente, não chegou aqui. E para evitar as más interpretações digo muito claramente: Em Portugal nunca ninguém que tenha ocupado um alto cargo seja na àrea financeira ou política, é condenado por um crime que tenha cometido. Nem que tenha assasssinado a mãe à facada com 5 testemunhas e uma gravação em vídeo.

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

20 anos


Passaram vinte anos sobre o colapso do comunismo na Europa. O mundo mudou, para melhor. Não foi necessária guerra alguma para o demolir. Caiu de podre, sobre as suas mentiras e a sua inconsistência

Actualização: Estado da Justiça

O processo Face Oculta vai acabar como o Processo casa Pia: em águas de bacalhau e com bode expiatório, apesar de toda a gente perceber que o que se passa é muito mais fundo do que nos é demonstrado.
E hoje, a rapariga que matou o namorado quando lhe atirou ácido súlfurico para a cara, foi libertada, apesar da compreensível indignação da família do rapaz. Quando saiu do Tribunal, estava a sorrir.

sábado, 7 de Novembro de 2009

Um bordel

O comportamento que teve, hoje, José Sócrates em pleno Parlamento foi mais que suficiente para uma repreensão veemente por parte do Presidente da Assembleia da República ou mesmo para uma demissão. Infelizmente, em Portugal, o Parlamento é um bordel em que as meninas se limitam a trocar mimos mais ou menos atrevidos, sem qualquer tipo de consequência.

Do Aparelho de Estado - Tiago M. Ramalho.

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Prioridades

O que retenho das declarações e Paulo Bento é que este usa a expressão: "A minha senhora".

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Hoje vou-me deitar assim




É que adoro, mas adoro, o Javert. Isto não pode ser normal. Os bonzinhos são uns bananas.


(Sim, irrita-me que ele aqui seja um bocado religioso, quando no livro não é, mas o Quast compensa essa falha)

Isto anda mau

A cristandade está a atravessar um mau bocado. Primeiro, o livro do Saramago, agora uma peça em Glasgow onde Jesus aparece como transexual. Isto deve ser coisa que vende, e bem.

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

A Democracia é quando um homem quiser

Já se esperava que o BE e o PS rejeitassem o referendo. O BE chamou-lhe descabido. Descabido é bom. É tipo: "ah e tal quem acha isso é estúpido". Eu, sinceramente, já estive contra o referendo. Porque achava que era um assunto que só dizia respeito a um certo número de pessoas. Mas agora não. Agora acho que esta medida vai provocar uma mudança da sociedade e por isso, se calhar, era bom perguntarmos à sociedade o que ela pensa. Mas isso sou só eu. E há outra razão importante: eu queria referendo porque acho que o referendo chateia o PS e BE. E tudo o que chateie o PS e o BE para mim é saudável. Podem pensar que isto é só má vontade contra estes dois partidos, mas na realidade não é bem assim. O que me irrita, muito mesmo, nesta questão, é esta suposta ideia que o referendo é "absurdo". Ou porque os referendos tem pouca participação, ou porque já houve um "amplo debate" ou por qualquer outra razão que eles inventam. Se a legalização do aborto foi referendada e aqui também se podia argumentar, como muito se argumentou e se disse, que isto era uma decisão que pertencia à mulher. Sim, sim eu sei que há diferenças, mas a ideia de um referendo não é assim tão absurda. O que é absurdo é a hipocrisia destes dois partidos. Porque estes 2 partidos sabem perfeitamente que se houvesse referendo era incerto que a lei passasse, enquanto sem referendo passa de certeza.
A conclusão que eu tiro daqui, evidentemente, é que a Democracia só funciona quando dá jeito.

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Questão filosófica

O problema do programa do Governo é ser igual ao programa do PS.

Ler aqui o Henrique Raposo

Educação sexual take 2

Na minha escola vai haver Educação sexual. Aparentemente vai-se dar formação aos professores. É bom de ver isto. Já estou a imaginar a minha professora de História ou o meu professor de português a ensinaram aos alunos como é que se põe um preservativo. É que é tão boa ideia.

sábado, 31 de Outubro de 2009

Today is More day - At least he´ll be smiling

A man for all seasons: Thomas More brought low by fiction
Excelente artigo da Melanie Mc.Donagh sobre o Wolf Hall. Precisamente o que penso sobre o livro. Especialmente a conclusão: "None of this needs matter to the Man Booker judges. But it would be genuinely sad if our view of Thomas More, one of the really great men of English history, were to be distorted by the caricature in Wolf Hall. It's a novel, remember?"


Why the Tudors is hilarious historical bunk
Um artigo do Daily Telegraph, já antigo, do John Guy, um dos meus historiadores preferidos, sobre a série os Tudors. Também a conclusão é fantástica:
"(...) a fiction loosely based on fact(...)If you can accept that, then watch and enjoy, for that’s what the real-life characters would have done. Thomas More, who always loved a comic turn, will be spinning in his grave if he’s watching this new series. But at least he’ll be smiling."

Mas isto sou só eu

Eu, que sou a favor da união civil entre pessoas do mesmo sexo, acho que esta pressa em legalizar "o casamento" chega a tocar o rídiculo. É que diz que há uma crise.

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Não devia, mas ri-me com "he has a black friend"

10 things that won’t happen while I am away

(...)

5. Nick Griffin sends out a press release stating that he will never appear again on Question Time because he is worried that he might say something that could “hurt other people’s feelings”. He also announces that he has a black friend.

Aqui

Desabafos

Se há coisa que não suporto são snobes intelectuais. Não gosto de pessoas convencidas no geral, mas as pessoas convencidas que depois acham que são intelectuais é uma coisa que me chateia especialmente.
Nunca na vida me consideraria "intelectual", muito menos aos 16 anos. E sinceramente, não é algo que espere vir a considerar-me. Eu esforço-me por ler de tudo, ver de tudo, e ouvir quase tudo. Não tenho problemas nenhuns em ter na mesa de cabeceira Proust, Gore Vidal, Evelyn Waugh, ou Anthony Trollope, e ao mesmo tempo, ter o Harry Potter, Dan Brown e aquilo a que hoje em dia chamamos literatura light. É um facto que o meu livro preferido é um do Garcia Marquez e não o "Diabo veste prada", mas isso não quer dizer que eu não o tenha lido; nem que seja para dizer que não gostei. E também é um facto que quando saíram os últimos três livros do Harry Potter eu estive na livraria à meia noite. Atenção: não estou a dizer que não suporto pessoas que não gostam de determinado tipo de livro, ou filme ou música. Se eu não gosto de rap não ouço, ou senão gosto de ficção cientifica não vou ler livros sobre isso. Mas rejeitar algo à partida porque não parece intelectual, ou inteligente ou erudito, é algo que me irrita. E irrita-me ainda mais a superioridade com que essas pessoas olham para os restantes. Já avisei quem de direito: se algum dia me tornar assim têm autorização para me dar um estalo.

Juro-vos pela minha saúde

que não me apanham a tomar a vacina da Gripe A.

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

É aqui

Chelsea Embankment

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

O melhor exemplo

A legislação foi implementada a seis de Agosto. A partir desta ano as escolas tinham que começar a ensinar "Educação Sexual". E que tal darem um saltinho ao Umbigo para verem, pelos comentários, como a coisa está a ser gerida nas escolas? É este o link. Ide ver, e vejam a razão pela qual, em Portugal, nada, nunca funciona.

Os homens da luta

Ao contrário de alguns ecologistas armados em santos, não me faz confusão nenhuma ver os "homens da luta" a interagir com a classe política. Não estou a dizer que gosto, ou que é o meu tipo de humor preferido, porque não é, mas ao menos é com os "homens da luta" que nos é revelado as verdadeiras reacções dos políticos quando confrontados com este tipo de humor. Sim, porque com o Gato Fedorento havia ensaios e gravações. Com o Jel e com o irmão não há cá disso.

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

26/10

domingo, 25 de Outubro de 2009

A questão do British National Party

O que se passa em Inglaterra e o que o Tiago falou aqui não é assim tão simples. Será erróneo pensar que os britânicos estão totalmente contra o "British National Party". A maioria está, mas a verdade é que a BPN toca em alguns pontos sensíveis que o povo quer ver discutido mas que os políticos se recusam a discutir. Nomeadamente a questão da Imigração. O que se diz é mais ou menos isto: "I don´t agree with Mr. Griffin, but he does have a point".
O problema em Inglaterra, é que as comunidades estrangeiras aparentam ter um poder e uma influencia enorme e isso acaba por colocar em segundo plano aquilo que eles chamam os "british values". O "multicultarismo" e o "politicamente correcto" acabam por condicionar e condenar aquelas pessoas que defendem que as leis de imigração deviam ser mais rígidas.
A BNP ataca sobretudo os "não brancos" e pelo o que se percebe pelos comentários do Times, os muçulmanos são os que estão subentendidos, até pela questão religiosa. O comentário que tinha centenas de recomendações dizia que "a Inglaterra vai ser um Estado islâmico daqui a 50 anos".
A Inglaterra não foge à regra, e a regra é que quando há crise, há sempre uma viragem para os extremos. Com o desemprego e com os milhões de emigrantes que o Reino Unido alberga não é de estranhar que haja muita gente a dizer que "Mr. Griffin does have a point", tal como não será de estranhar se a BPN consiga ter um ou dois deputados nas próximas eleições.
Para piorar a situação, Nick Griffin foi ao question time na BBC e foi tratado mal e porcamente, tanto pela própria BBC como pelo público, o que funcionou, para o público em geral, como mais uma razão para apoiar a BPN. Ora, se estão numa Democracia todos têm Direito a expressar a sua opinião. Será talvez aqui a maior diferença com Portugal. Ele pode ser um idiota mas todos os idiotas tem direito a expressar as suas opiniões. Cá proíbimos partidos e ideologias. É assim.

(Apesar disto, continuo a achar que o N. Griffin é um oportunista que quer ter os seus cinco minutos de fama. Ás vezes aparecem uns assim. E não, não acredito que os britânicos, tendo em conta a sua mentalidade apoiem este senhor. No máximo elege um ou dois deputados. Nunca passará disso)